Terapia Cognitivo Comportamental para TEA
O transtorno do espectro autista (TEA) foi uma das principais mudanças incluídas na quinta edição do Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (DSM-5; APA, 2014), no qual as avaliações passaram a priorizar o nível de gravidade dos sintomas, com ênfase em duas áreas: desordens da interação (prejuízos em interação social e comunicação) e do comportamento (com presença de padrões repetitivos e restritos de comportamentos, interesses ou atividades) (APA, 2014; Duarte, Schwartzman, Matsumoto, & Brunoni, 2016).
Nesse sentido, compreende-se o TEA como uma síndrome neuropsiquiátrica que transita entre quadros sintomatológicos e é caracterizada por déficit ou ausência de contato social, dificuldade para compreensão e uso da linguagem, comportamento repetitivo e estereotipado, repertório restrito de interesses e atividades e uma baixa tolerância à frustração, apresentando-se como de nível 1, 2 ou 3, sendo o nível 3 o mais severo (APA, 2014; Backes, Mônego, Bosa, & Bandeira, 2014).
A evolução do TEA é muito variável, sendo que o quociente de inteligência (QI) normal e a presença de linguagem indicam maiores possibilidades de evolução em algumas áreas da vida (APA, 2014; Brito & Vasconcelos, 2016). De acordo com a American Psychiatric Association (APA, 2014), indivíduos com TEA que conseguem trabalhar e viver de forma independente na fase adulta são minoria, compondo o grupo conhecido como TEA de alto funcionamento (TEA-AF). O funcionamento intelectual é um dos fatores importantes no fechamento de diagnóstico de TEA-AF, sendo usado para fins de diagnóstico diferencial. Assim, esses pacientes tendem a ter linguagem e capacidades intelectuais superiores, facilitando sua independência ou parte dela. Porém, mesmo com prejuízos menores, eles podem ser propensos a ansiedade e depressão – principalmente em situações que exigem habilidades sociais –, ser socialmente vulneráveis e ingênuos, e ter dificuldades para organizar demandas práticas (APA, 2014; Brito & Vasconcelos, 2016; Oliveras-Rentas, Kenworthy, Roberson, Martin, & Wallace, 2012).
A terapia cognitivo-comportamental (TCC) é uma abordagem que tem se mostrado eficaz para o tratamento de muitos transtornos que surgem na infância. Em relação especificamente ao TEA, há estudos que apresentam evidências de eficácia do uso da TCC em crianças e jovens com TEA-AF (Farrell, James, Maddox, Griffiths, & White, 2016; Loades, 2015; McGillivray & Evert, 2014).
REFERÊNCIA:
CONSOLINI, Marília; LOPES, Ederaldo José e LOPES, Renata Ferrarez Fernandes. Terapia Cognitivo-comportamental no Espectro Autista de Alto Funcionamento: revisão integrativa. Rev. bras.ter. cogn. Psicol. 2019, vol.15, n.1, pp.38-50. ISSN 1808-5687. https://doi.org/10.5935/1808-5687.20190007.
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